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Do set ao lifestyle: 10 filmes que toda mulher deveria assistir além da tela

Porque alguns filmes a gente não só assiste — a gente vive. E sai querendo repensar a rotina, o trabalho, o corpo, as escolhas.

Existe um tipo específico de filme que vai muito além do entretenimento. São aqueles em que você termina de assistir num domingo e fica uns dez minutos olhando pro teto, pensando na própria vida. Filmes que falam de carreira e de custo pessoal, de ambição e de identidade, de como nos cuidamos, ou deixamos de nos cuidar, no meio de tudo. A Ella reuniu dez desses filmes aqui. Alguns são clássicos, outros são lançamentos recentes. Todos têm algo a dizer sobre o lifestyle feminino e sobre o que significa viver bem, de verdade.

1. O Diabo Veste Prada 2 (2026): o que você está disposta a pagar pelo topo?

Andy Sachs está de volta, desta vez como editora de reportagens da Runway, e a pergunta que o filme coloca é mais urgente do que nunca: chegar lá vale o preço que você pagou? O segundo filme não romantiza a exaustão, ele a coloca sob holofote e pede que a gente responda honestamente. Para o público da Ella, que está construindo carreira e identidade ao mesmo tempo, é um retrato incômodo e necessário. A vibe fashion continua impecável, mas o recado vai fundo: rotina de trabalho sem limite não é ambição, é autoabandono. E 2026 já sabe disso.

Se esse filme já te gerou muitas perguntas, temos uma matéria inteira só sobre ele — com análise de personagens, burnout e o que o filme diz sobre a geração de 2026. Vale a leitura. Leia aqui.

2. La La Land (2016): o preço de seguir um sonho numa indústria que não perdoa

Mia quer ser atriz. Sebastian quer tocar jazz. Os dois querem tudo, o sonho e o amor, e descobrem, aos poucos, que nem sempre dá. La La Land é um filme sobre a pressão brutal de indústrias criativas e sobre o que acontece quando a ambição começa a competir com o que realmente importa. Do ponto de vista do wellness, é um filme sobre o custo emocional de se dedicar completamente a algo externo enquanto o interno vai ficando pra trás. A mensagem não é desistir dos sonhos, é entender o que você está trocando por eles, e escolher conscientemente.

3. Legalmente Loira (2001): sobre ser subestimada e usar isso a seu favor

Elle Woods vai para Harvard Law para reconquistar o ex-namorado e termina reconquistando a si mesma. Legalmente Loira é um clássico que só fica mais relevante com o tempo: fala sobre o que acontece quando você prova seu valor num ambiente que apostou contra você — sem abrir mão de quem você é no processo. O lifestyle de Elle é todo sobre autenticidade: ela não finge ser quem não é para se encaixar, ela transforma o ambiente ao redor. Para qualquer mulher que já sentiu que precisa escolher entre ser levada a sério e ser ela mesma, esse filme é um respiro.

E o melhor recado de Elle? Ser diva e inteligente não são opostos — são a combinação perfeita. Você não precisa abdicar da vaidade, do estilo ou da feminilidade para ser levada a sério. Às vezes, é exatamente isso que te diferencia.

4. Challengers /Rivais (2024): corpo, ambição e o que fica quando a carreira acaba

Tashi Duncan (Zendaya) era uma tenista prodígio, até uma lesão acabar com tudo. O que o filme mostra, ao longo de mais de uma década, é como ela reconstrói identidade e propósito a partir do que restou: tornar-se treinadora, esposa, estrategista. Challengers é sobre o quanto colocamos nossa identidade no que fazemos, e o que acontece quando isso é tirado. Do ponto de vista do wellness, é um lembrete poderoso: o corpo não é uma ferramenta descartável, e a relação que construímos com ele, com o movimento, com o esporte, com os limites, define muito de quem somos fora da quadra também.

5. De Repente 30 (2004): o que você sacrificou no caminho pra chegar onde está?

Jenna pula dos 13 para os 30 e descobre que se tornou alguém que ela mesma não reconhece — bem-sucedida, mas vazia. De Repente 30 é um filme sobre o perigo de focar tanto na carreira e na imagem externa que você perde o fio de volta pra si mesma. A Jenna adulta tem tudo no papel e nada que importa de verdade. É uma crítica suave, embrulhada em comédia, mas que acerta em cheio: crescer profissionalmente sem crescer por dentro é só metade do caminho.

6. Bugonia (2025): a CEO que virou alvo e o que isso diz sobre mulheres no poder

Michelle (Emma Stone) é CEO de uma grande farmacêutica: poderosa, organizada, com uma rotina de alta performance que inclui cuidados com a saúde e o corpo. Até dois conspiracionistas decidirem que ela é uma alienígena e a sequestrarem. O novo filme de Yorgos Lanthimos, indicado ao Oscar 2026, é uma sátira absurdista e ácida, mas o que fica é uma reflexão real: mulheres no topo ainda são tratadas como anomalias. O contraste entre a Michelle antes do sequestro, com sua rotina estruturada, seu wellness integrado à vida profissional e o caos que se segue é quase uma metáfora do que o mundo ainda faz com mulheres que ocupam espaço demais.

7. Como Perder um Homem em 10 Dias (2003): quando o trabalho invade tudo, inclusive o amor

Andie escreve para uma revista feminina e aceita o desafio de afastar um homem em dez dias para virar matéria. Benjamin aceita o desafio de fazer uma mulher se apaixonar por ele em dez dias para fechar um contrato. Os dois estão tão focados nos objetivos profissionais que mal se veem como pessoas reais — até que começam a se importar de verdade. É um filme sobre o que acontece quando você mistura trabalho com vida sem perceber onde um começa e o outro termina. E sobre como a autenticidade — o oposto do personal brand calculado — é o que realmente conecta.

O que muita gente esquece de Como Perder um Homem em 10 Dias é que, por baixo da comédia romântica, existe uma história sobre insatisfação profissional bem real. Andie trabalha numa revista feminina escrevendo sobre relacionamentos e dicas de beleza — mas o que ela realmente quer é ser jornalista de verdade, cobrir política, escrever sobre o que importa. Ela está presa numa função que não a representa, num trabalho que paga as contas mas não alimenta quem ela é. E no final, quando as coisas se resolvem, é exatamente essa escolha que ela faz: trocar a estabilidade pela autonomia, o conforto pelo propósito. Do ponto de vista do wellness, é um dos arcos mais honestos da lista — porque reconhecer que um trabalho não te cabe mais, e ter coragem de sair, é um dos atos de autocuidado mais difíceis e mais necessários que existem. O lifestyle que a Ella defende passa por isso: não só por treinar bem e se vestir bem, mas por construir uma rotina de vida que faça sentido para você — inclusive profissionalmente.

8. Cruella (2021): dois modelos de lifestyle, dois destinos

Cruella apresenta dois extremos: Estella, que luta para existir numa indústria que não a convidou, e a Baronesa, que chegou ao topo e se tornou exatamente o que destruía outras mulheres no caminho. O contraste entre as duas é um dos retratos mais interessantes sobre o que o sucesso pode fazer com a gente dependendo de como você chega lá. O fashion é espetacular (é Tim Burton, afinal), mas o lifestyle das duas personagens fala mais alto: uma é sobrevivência criativa, a outra é poder sem empatia. A pergunta que fica é qual dos dois você escolheria e por quê.

9. O Diário da Princesa (2001): sobre descobrir que você é mais do que imagina

Mia Thermopolis acredita que é invisível até descobrir que é princesa de um país europeu. O Diário da Princesa é um filme sobre identidade e sobre o gap enorme entre quem a gente acha que é e quem a gente pode ser. Para um público de 18 a 25 anos ainda construindo quem é, a mensagem ressoa: o problema raramente é a falta de potencial, é a falta de alguém (ou de nós mesmas) que acredite nele primeiro. É leve, é divertido, e deixa uma faísca.

10. A Proposta (2009): quando a rotina de alta performance revela o que está faltando

Margaret Tate (Sandra Bullock) é uma executora editorial implacável, com agenda cheia, zero vida pessoal e uma reputação de intimidar qualquer um que chegue perto. A Proposta começa como comédia romântica e vai se revelando uma história sobre o que acontece quando você para de fugir de si mesma. A rotina de Margaret controlada, protegida, blindada, é eficiente em tudo, menos em fazer ela se sentir bem. O filme é um lembrete de que wellness não é só treino e alimentação: é também conexão, vulnerabilidade e a coragem de deixar a vida entrar.

O que todos esses filmes têm em comum?

Mulheres que trabalham muito, que constroem muito e que, em algum momento, precisam parar e perguntar: isso tudo está me fazendo bem? O cinema, quando é bom, não responde por nós. Ele só coloca o espelho na frente e deixa a gente encarar. E às vezes isso é exatamente o que a gente precisava.

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Equipe Ella